Luiz Bassuma
Natural de Curitiba, onde nasceu em 1956, Luiz Bassuma começou a trabalhar aos 12 anos de idade, como cobrador de contas e, depois, como datilógrafo. De origem humilde, aprendeu desde cedo o valor do trabalho e dos estudos. Com muito esforço, formou-se em Engenharia pela UFPR, atuando como professor de matemática e vendedor de livros para se manter.
Em 1979, chegou à Bahia para ficar, ao ingressar por concurso público na Petrobras, como engenheiro. Em 1981, constituiu família, casando com a baiana Rose Marie, com quem tem três filhos (João, Caroline e Vinicius).
Em 1988, mesmo sendo gerente, assumiu a defesa dos trabalhadores em greve, atitude considerada um escândalo pela direção da Petrobras. Como “punição”, foi transferido para atuar na proteção ao meio ambiente. Para Bassuma, esta remoção foi uma grande benção, que lhe permitiu cursar pós-graduação em gestão ambiental em 1989. A partir daí, passa a realizar projetos e a cobrar da Petrobras investimentos ambientais, sempre negados. Também em 1989, junto com Rose e 2 colegas da Petrobras, funda a Creche Escola Allan Kardec, obra filantrópica que até hoje dirige e que educa em tempo integral 150 crianças pobres em Salvador. A creche é mantida pela contribuição voluntária de quase 1000 petroleiros.
Em 1991, denunciou, num Congresso Internacional de Petróleo, a falta de vontade política da Petrobras na Bahia com a proteção ambiental, o que resultou em sua retirada do setor ambiental.
Em 1992, Bassuma é eleito presidente do Sindicato dos Petroleiros da Bahia, sendo o primeiro profissional de nível superior a dirigir um sindicato do ramo. Cumpriu dois mandatos sindicais entre 1992 e 1995, época difícil para a Petrobras (Governos Collor e FHC) quando foi realizada a maior greve, que terminou com o exército invadindo refinarias, muitos demitidos e intervenção nos sindicatos. Este período representou em sua vida uma verdadeira faculdade de formação política. Tanto que, em 1996, candidatou-se pela primeira vez e foi eleito vereador pelo PT em Salvador com 4.543 votos. Em 1998, elege-se deputado estadual com 15.898 votos.
Em 2002, deputado federal com 75 mil votos, reeleito em 2006. Em 2005, na crise do mensalão, Bassuma faz críticas públicas aos erros de alguns dirigentes e realiza uma plenária com centenas de lideranças, onde pede para sair do PT. A plenária decidiu, por 55% dos votos, pela sua permanência.
Em setembro de 2009, é punido pelo PT por lutar em defesa da vida e não abrir mão da liberdade de expressão. Filia-se ao Partido Verde junto com Marina Silva.
Em 2010 disputou as eleições ao Governo do Estado da Bahia. Apesar da falta de estrutura, recebe 115 mil votos em Salvador (9%). Um excelente resultado quando comparado com os 10% de Geddel (PMDB) ou com os 14% de Paulo Souto (DEM).







