Em visita à Tribuna da Bahia na manhã de ontem, o deputado federal Luiz Bassuma, candidato do PV ao governo do estado, recebido pelo diretor-presidente Walter Pinheiro, falou sobre suas propostas de governo e do desejo de “moralizar” a política. “Não se pode perder a utopia de que é possível as administrações públicas e a prática política serem conduzidas com ética e com verdade”. Para ele, é preciso quebrar paradigmas e começar a imprimir a marca da governabilidade nas gestões através de projetos e propostas. “Não na base do jogo de interesses”.
O candidato disse que pretende centrar sua plataforma de governo em três eixos: educação de qualidade, direito do cidadão de ir e vir com segurança e saúde pública eficiente. Na educação, a proposta é dar autonomia financeira e pedagógica às próprias unidades escolares. “Precisamos descentralizar a educação, remunerar melhor os professores, dar qualificação profissional permanente e valorizar os méritos”.
Engenheiro de formação, Bassuma diz ter se especializado ao longo dos anos em saúde pública. “Os recursos destinados para a saúde representam 10% do PIB. Não falta dinheiro. O que falta é vontade política e coragem para fechar o ralo que escoa o dinheiro público. Precisamos acabar com a corrupção no setor”, disse, ao relembrar o caso do servidor Neylton Souto da Silveira, morto nas dependências da Secretaria de Saúde de Salvador, em 2007.
ROMPIMENTO - Julgado pela executiva nacional do PT no dia 17 de setembro de 2009, quando foi punido (obrigado a ficar um ano na geladeira) pelo fato de se colocar publicamente contra a descriminalização do aborto, Bassuma optou por deixar o partido. “Posso dizer que consegui manter a coerência ao longo de toda a minha vida.
Entrei para o Partido dos Trabalhadores por acreditar em ideias e ideais. No entanto, o mesmo estatuto partidário que me levou à filiação me tirou dele”, disse o neoverde, ao afirmar que houve intransigência dos petistas no caso.
O deputado disse ainda que chegou a perder o desejo pela política, mas que foi resgatado “pelo encanto e força da candidata Marina Silva”, que possui, segundo ele, uma história de vida muito mais difícil e forte que a vivida pelo presidente Lula.
Sobre as perspectivas para a eleição, ele se disse otimista. O engraçado é que o candidato do PV não tratou – durante a visita à TB – sobre as questões ambientais (bandeira principal do PV). Questionado, ele disse que o meio ambiente é a razão de ser do partido e o alicerce do seu plano de governo.
“Vamos ter tempo para aprofundar essa questão ao longo da campanha”, disse. Além de Bassuma e da vice, Lilia Amorim, integra a chapa do PV o deputado federal Edson Duarte como candidato ao Senado e a jornalista Heloisa Sampaio e o advogado Roque Aras como suplentes.